segunda-feira, 21 de maio de 2007

A VIDA DE NINGUÉM

Começou o dia

Segue seu caminho

O pai a mãe o filho

Destino traçado a frente

A família vai contente

Nenhum sinal aparente

De ter encontrado

Com o ser inacabado

Ter o filho roubado

Que o sem alma leva

Batendo na lata e no chão

Ferindo o coração

De toda uma nação

Entendo a escuridão

Vou caminhar só

O vento toca

Enche-me de pó

Fico solto ao tempo e ao nada

Tanto faz chover ou não

A solidão vai além

Da vida de ninguém

(Sérgio Coelho – bandeirante do pensamento – Séc. XXI)

A NOITE CHEGOU

Reunidos em torno da vida

Comemorando a passagem

Cada ano que passa

Chega uma mensagem

Muitos pensamentos

Cada instante é intimo

Sorriso e as lembranças

Cada sopro apaga uma tristeza

Renova a felicidade

Olhe o céu vê a estrela

Conte o segredo

Para a eternidade

domingo, 20 de maio de 2007

A DAMA DA CACHOEIRA


Nessas águas mornas

Sentindo a corrente passar

Meu sonho vai levar

A cada curva sorrir

Imensidão profunda

Rumo ao desconhecido

Nosso amor vai crescer

Suave no remanso

Brota as flores na orla

Seu beijo amanhecido

Corre como o vento

Nas ondas de seu peito

Traz o carinho perfeito

Como a raiz no chão

Segura minha mão

Navega entre almas

Nessa cachoeira chegou

No porto acalma

A transpiração sedenta

Que um dia beijou

(Sérgio Coelho – bandeirante do pensamento – Séc. XXI)

ESCURO

A noite cai

vem a escuridão

dos meus sonhos,

pensamentos divagam

lado a lado sem encontrar você

corro atrás sem sentido,

vejo pela fresta do tempo

um facho de luz

iluminando seu rosto

que quero beijar

na noite de luar

encontrar você nua

na brisa do mar

te amar, sem sonhar.

Sérgio Coelho – bandeirante do pensamento séc. XXI


sábado, 19 de maio de 2007

A COR DO OLHAR

No fundo azul

Teus olhos refletem

As paixões que flutuam

No imenso prazer

Coração vermelho

Doce o carinho

Ruas sem destino certo

Trafegam os olhares

Dos sabores

Dessa boca rosada

Úmido o dia cinza

Não transporta alegria

Somente um toque

Acelera a emoção

O fruto dessa vida

Cresceu saboroso

Agora é branco

Macio como o mar

Olhar azul

Sérgio Coelho – bandeirante do pensamento – Séc. XXI

sexta-feira, 18 de maio de 2007

SOLTE AS AMARRAS

Aconteceu neste dia
Com a chegada do outono
Na madrugada sem sono
Pensava na alegria

Batia forte o coração
Longe esta meu amor
Fez sentir a dor
Já não tenho emoção

Sem carinho da paixão
Sufocava a natureza
Acabou toda beleza
Nem a semente brotou no chão

O único sem saber
Quando viver seu espaço
Acorrentada ao entardecer
Quebra o elo do cansaço

Fugir do gemido triste
Sentir o vento frio
Seguir rumo leste
Na correnteza desse rio

A felicidade esta ao lado
Nesse tempo que vivi
Desse amor inacabado
Para você renasci.

Sérgio Coelho - bandeirante do pensamento - Séc. XXI